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Drogas - Evolução Sociológica

27/04/2014

  Década de 70 - Início de uso:- Mais de 19 anos- Drogas de prevalência, Álcool Maconha Bolinhas (anfetaminas) Situação do dependente Tinha profissão Tinha família Etc...

 O problema das drogas tem sido uma constante na sociedade há décadas. Embora algumas características do consumo de drogas variem de acordo com o tempo – como idade dos usuários, perfil familiar, hábitos de consumo e tipo de droga -, há alguns pontos em comum, independente da época. O primeiro deles é a desestruturação do lar. Obviamente, um lar disfuncional não levará ao uso de drogas por partes dos adolescentes, assim como um lar estruturado não resolve o problema. Contudo, há um aumento na probabilidade do uso de drogas entre aqueles que têm sérios conflitos familiares.

 A questão dos hábitos de consumo também apresentam mudanças consideráveis ao longo das décadas. Durante o período que ficou historicamente conhecido como contracultura – décadas de 1960 e 1970 -, por exemplo, as drogas eram muito mais um elemento de contestação e rebeldia do que um problema social. Neste período, a grande parcela dos consumidores era composta por indivíduos com idade na faixa dos 20 anos. Este período teve um destaque para o consumo da maconha e, principalmente, ácidos, como o LSD. Cocaína e heroína já existiam, mas em menor escala. O ecstasy foi criado na década de 1960, contudo, não repercutiu muito entre os jovens. Em linhas gerais, a questão ideológica era muito mais forte do que a socioeconômica. Portanto, o consumo destas substâncias não apresentava fortes características de condição econômica ou desestruturação familiar.

A década de 1980, por sua vez, presenciou o crescimento vertiginoso do consumo de cocaína e heroína. Este foi o período em que o tráfico internacional de drogas se tornou uma questão global, tendo a Colômbia como um de seus grandes centros. A cocaína, um estimulante poderoso, estava em sintonia com o espírito “workaholic” (viciado em trabalho) da época. Devido a seus altos preços, a droga era quase uma exclusividade de jovens de classe alta, com mais de 20 anos e, muitas vezes, com uma boa renda própria.

 Os anos seguintes marcaram a popularização das drogas sintéticas, como o ecstasy, além do retorno do LSD. Este foi o período em que as raves, grandes festas com três ou mais dias de duração, se tornaram muito populares entre jovens de classe média e alta, geralmente universitários com idades entre 18 e 25 anos. A década de 1990 também marcou o surgimento do crack, um dos maiores problemas sociais da atualidade.

 No século XXI, a grande preocupação se tornou a faixa etária dos consumidores, que caiu vertiginosamente. A extrema popularização do crack, uma droga barata, fez com que o consumo de entorpecentes se tornasse, principalmente, uma questão social. Obviamente, a popularização de alguns tipos de drogas não levou ao desaparecimento de outras. O crescimento do consumo de cocaína nos anos 1980, por exemplo, não fez com que a maconha se tornasse uma droga menos consumida. Contudo, há certos padrões e características que levam algumas drogas a se tornarem emblemas negativos de uma década.

Hoje, o crack é muito consumido nas ruas, por pessoas sem emprego e perspectivas. É notável o grande consumo feito por crianças, na faixa dos doze anos ou menos.

 

Pr. Carlos Roberto

Diretor Executivo

Desafio Jovem de Rio Claro

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